segunda-feira, 21 de março de 2011

Arte e Realidade – Quadrinhos e o Mundo Real

Olá, pessoal!

Sei que faz milanos que não atualizo o blog, por diversas razões que não vem ao caso no momento… Mas, semana passada uma coisa me chamou muito a atenção e resolvi colocar isso em palavras, e acho que esse é o melhor lugar pra isso.

Muito se fala sobre a mistura entre Arte e Realidade, sobre a arte imitar a vida e vice-versa e tudo mais que envolve representação e representado. Meu objetivo aqui hoje não é entrar nessa discussão, nem entrar em conceituações. Contudo, gostaria de comentar hoje aqui sobre o envolvimento das revistas em quadrinhos com o mundo em que vivemos. Vocês logo entenderão melhor.

capitao_america_Arte_conceitual

(Arte Conceitual do filme “Capitão América – O Primeiro Vingador”, que estréia agora em 2011)

As Histórias em Quadrinhos (HQ’s), desde sua criação, sempre foram parte importante da cultura jovem norte-americana, bem como em outros países, mas é dos EUA que vieram os personagens mais conhecidos mundialmente, detentores de uma indústria multi-milionária no ramo. E, desde seu início, os quadrinhos se envolveram, em menor ou maior grau, na sociedade e na política, mesclando a ficção científica, dos seres com super-poderes e o nosso mundo. Talvez não haja maior exemplo do que o Capitão América, um soldado da Segunda Guerra Mundial fortalecido por um soro especial, que luta contra os nazistas. Carregando as cores de seu país no uniforme e no escudo, levava o patriotismo tão exacerbado dos norte-americanos diretamente à cabeça de milhões de jovens. Nas revistas ele estava lá, participando diretamente das missões, protegendo os demais soldados atrás do seu escudo.

Mas também não é esse o foco dessa postagem.

Vamos dar um salto para 2001, mais precisamente 11 de Setembro. Uma das maiores tragédias da humanidade se abate sobre os EUA, matando mais de 6 mil pessoas, num ataque terrorista às Torres Gêmeas do World Trade Center. Após o ataque, foi inevitável que muitas pessoas se perguntassem como os super-heróis das HQ’s se comportariam, frente a uma situação dessas. Pois era certamente uma situação digna de uma ficção científica. Era demais para ser imaginado, para estar presente em uma de suas histórias.

capa(Capa da Amazing Spider-Man 36) 

E aí entra a Marvel, uma das maiores editoras de quadrinhos, ao lado da DC. Usando um de seus personagens mais populares, exatamente por sua humanidade, o Homem Aranha, publica na edição de número 36 de The Amazing Spider-Man, em novembro de 2001, o que seria a visão deste personagem da catástrofe. Nas páginas, o Homem-Aranha se mostra incrédulo com o acontecimento, logo ele que já presenciou gigantes devoradores de mundos entre outras ameaças cósmicas, e sempre conseguiu salvar o dia. E, justamente, pessoas o abordam e perguntam “onde ele estava” quando tudo isso aconteceu, e “por que ele não impediu”? Afinal, não é pra isso que serviam os super-heróis? Nas demais páginas, vemos os Vingadores, o Quarteto Fantástico e demais personagens trabalhando lado a lado com os bombeiros, verdadeiros heróis do mundo real, para tentar resgatar pessoas. É uma edição realmente marcante.

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(scans da edição)

 

Mas agora sim chegamos ao motivo dessa postagem.

A alguns anos atrás, a Marvel resolveu lançar um Universo paralelo, chamado Ultimate (“traduzido” no Brasil para Millenium) para seus personagens, resetando suas histórias e adequando suas origens aos nossos dias, na tentativa de atrair novos leitores, mais jovens. Contudo, alguns anos depois, resolveram dar um “final apocalíptico” pra muitos dos personagens, fazer uma limpa em algumas besteiras que ocorreram no caminho. E como fizeram isso? Com um ataque terrorista de um de seus mutantes mais poderosos, o Magneto, que usando seus poderes, modificou os pólos magnéticos da Terra, causando vários desastres naturais em diversas regiões do planeta. E foi exatamente uma dessas imagens que me levou a postar sobre esse assunto. Vejam:

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Esse foi o resultado de um Tsunami devastador que atingiu New York, matando milhares de pessoas. Agora comparem com essa:

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O que me levou a imediata ligação foi aquele barco ali, tão “inocentemente” inerte em cima de uma casa. Essa é uma das imagens do Tsunami que atingiu o Japão a algumas semanas atrás. A semelhança é evidente.

Agora, qual a relação dos fatos? O que aquela história do 11 de Setembro tem a ver com essa? Qual a ligação desses fatos?

É justamente a imaginação.

Enquanto eles tratam o ataque às torres Gêmeas como algo inimaginável, que ninguém podia esperar, o Tsunami foi algo diferente. Guardadas as devidas proporções envolvendo mutantes, eles imaginaram isso. Mas, minha gente, eles imaginaram isso como uma parte de um fim apocalíptico da humanidade inteira! E, ainda assim, que só podia ser causado por um evento de ficção científica.

Essa postagem não tem, na verdade, um sentido, uma conclusão, um motivo. É mais um desabafo sobre o absurdo dessa situação no Japão. Porque não é algo que afeta somente eles. É aquela velha coisa até piegas: nós todos vivemos no mesmo mundo. E o Japão ter sido o atingido com mais força é só uma mera coincidência. Basta ver nosso litoral paranaense.

Como eu falei. A postagem não tem um sentido definido. Não é pra chamar atenção de ninguém pra nada específico, nem pra colocar a culpa no descaso com o meio ambiente ou nas grandes indústrias. Só achei uma questão interessante, essa do envolvimento dos super-heróis nas catástrofes mundiais. Mesmo nas que eles consideram grandes demais pra acontecer aqui, do nosso lado…

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Slash

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Então, depois de um longuíssimo período no Limbo, eis que o blog ressurge! Não tive nenhum motivo específico para parar de escrever, só tem sido um período turbulento da minha vida no qual vi pouca coisa interessante e digna de nota por aqui…

De qualquer forma, resolvi retomar o trabalho falando de um colega de profissão (huhuhu): Slash, guitarrista, fundador do Guns and Roses, Snakepit e Velvet Revolver…

Antes de mais nada, tanto o Guns quanto o Slash são exemplos típicos de coisas que as pessoas amam odiar, pelos motivos mais idiotas e absurdos. Não tô aqui pra comprar briga, não estou aqui pra falar que eles são a banda mais linda e maravilhosa do mundo e muito menos que o Slash é o guitarrista mais fodão da história da humanidade.

Tá, então por que diabos eu resolvi escrever sobre ele?

Bom, sempre gostei de Guns e, mais recentemente, de Velvet Revolver… Ambas bandas muito fodas, cada um com suas particularidades. E, por consequência até do meu instrumento, obviamente sempre tive interesse pelo trabalho do Slash… Enfim, desde o lançamento da auto-biografia do cara, em 2008, vim namorando o livro que, infelizmente, sempre esteve MUITO caro, pros padrões de um livro (assim como o são a maioria dos relacionados a Música…). De qualquer forma, esse ano uma série de eventos me fizeram comprá-lo. Outro motivo para a postagem é que, nesse ano, Slash lançou seu primeiro trabalho solo, intitulado simplesmente “Slash” (detalhe: o Snakepit, não é encarado como trabalho solo, mas sim projeto paralelo…). Originalmente, era pro álbum ter sido batizado “Slash and Friends”, mas por algum motivo desconhecido por mim, o “and Friends” caiu…

Anyway… O Slash não é o meu guitarrista preferido, mas está no meu top five. Então, porque escolhi logo ele pra falar aqui no blog? Bem… Desde que comecei a dar aulas de guitarra, esse tem sido um nome recorrente na minha vida. É notável quantos alunos são fãs dele e, claro, todos querem tocar Sweet Child O Mine. Mas o que mais me impressionou foi o outro lado. Como, inadvertidamente, passei a recorrer a ele para dar exemplos de MUITAS coisas, tanto de técnica como de musicalidade. E foi por isso que resolvi me aprofundar um pouco mais no cara.

slash_capa_brasil Pra começar, sua biografia é excelente. Sempre gostei de biografias – já falei aqui da do Bob Dylan – e auto-biografias me interessam ainda mais. É um prazer enorme ser guiado pela história de alguém pela própria pessoa, não simplesmente por um admirador. De qualquer forma, é um livro excelente, seja você fã do cara ou não. Lá, ele conta toda sua trajetória no mundo da música (até o lançamento do livro, óbvio…), desde sua infância, suas influências e, claro, seu envolvimento com as drogas – uma parte essencial do livro, que ele trata muito bem, não com hipocrisia, mas com clareza sobre seus efeitos e consequências. Ainda, mais de 70% do livro são dedicados ao seu período no Guns, com todas as suas brigas, desavenças, amores e ódios. Muito é falado sobre sua relação com Axl Rose e sobre os motivos que o levaram a deixar o Guns. Fala ainda sobre a formação do Velvet Revolver, suas parcerias musicais (Michael Jackson, Lenny Kravitz…) e seus relacionamentos com outros músicos e mulheres, muitas mulheres.

No geral, o livro apresenta um cara que lidou com as adversidades de uma maneira impressionante, superando muita coisa por conta própria, sem apoio e se tornando um dos maiores nomes da guitarra no mundo. Por outro lado, também mostra uma pessoa carente, buscando atenção, teimoso e, como não podia deixar de ser, rebelde. É um excelente retrato, de um excelente guitarrista e leitura indispensável, pra quem se dispor a pagar o preço abusivo cobrado pela editora ou achar um preço legal num sebo.

Também, no livro, Slash anuncia um projeto onde gostaria de gravar suas músicas com diversos músicos convidados, os quais ele não diz quem são no livro. Esse projeto tomou forma nos anos que se seguiram à publicação e foi lançado esse ano:

Slash (1)

 

Não se enganem: esse é um CD excelente, onde Slash demonstra porque é um dos guitarristas mais fodas que existem. Ele assina a autoria de todas as faixas, mas tem a humildade de compartilhar o crédito de cada música com os músicos convidados, deixando claro que foi um trabalho em conjunto em cada um dos casos. E o resultado é impressionante. Veja a lista de músicas e seus convidados:

  • 1. Ghost (Ian Astbury/Izzy Stradlin)
  • 2. Crucify The Dead (Ozzy Osbourne)
  • 3. Beautiful Dangerous (Fergie)
  • 4. Back from Cali (Myles Kennedy)
  • 5. Promise (Chris Cornell)
  • 6. By The Sword (Andrew Stockdale)
  • 7. Gotten (Adam Levine)
  • 8. Doctor Alibi (Lemmy Kilmister)
  • 9. Watch This (Dave Grohl/Duff McKagan)
  • 10. I Hold On (Kid Rock)
  • 11. Nothing To Say (M. Shadows)
  • 12. Starlight (Myles Kennedy)
  • 13. Saint Is A Sinner Too (Rocco DeLuca)
  • 14. We're All Gonna Die (Iggy Pop)

Esse é o CD básico, mas em alguns países (inclusive o Brasil) foram incluídas algumas faixas bônus, diferenciadas para cada lugar. No Brasil. foram incluídas uma versão de Paradise City, com Fergie e Cypress Hill, e a música  Baby Can’t Drive, com Alice Cooper, Nicole Scherzinger, Steven Adler & Flea.

A versatilidade de Slash nesse CD é impressionante, calando a boca daqueles que dizem que Slash só sabe fazer pentatônicas com wah-wah (apesar de essa ser uma de suas melhores características…). Nesse álbum, ele explora diversos estilos diferentes, mostrando que pode fazer (quase) qualquer coisa. E a variedade da lista de convidados deixa isso bem claro, indo de Nicole Scherzinger do Pussycat Dolls a M. Shadows, do Avenged Sevenfold, passando por Fergie, Lemmy e Ozzy. Não é pra qualquer um.

Contudo, mais do que qualquer coisa, o CD tem MÚSICAS excelentes, sendo difícil destacar algumas, pois estão todas num mesmo nível, altíssimo. Cito, assim por cima, Starlight, By the Sword, Watch This (trio progressivo fodão!) e I Hold On, mas são todas realmente muito boas, principalmente pela versatilidade de estilos. Slash mostra que poderia ser guitarrista de QUALQUER banda com os vocalistas selecionados, não devendo nada a ninguém.

Voltando um pouco, eu disse que uso recorrentemente Slash como exemplo em minhas aulas. Isso porque Slash é um guitarrista sem frescura. Ele domina o instrumento como poucos, sem nada inovador mas com toneladas de sentimento e técnica apurada. Ele não faz barulho desnecessário com a guitarra, um mal que parece ter acometido 95% dos guitarristas durante e depois da década de 70. Ele simplesmente TOCA GUITARRA, e esse simples detalhe é todo o seu diferencial dele. Ele explora o instrumento, como eu falei, sem grandes inovações, mas apresentando um incrível número de possibilidades musicais sem exageros, das formas mais simples possíveis. Sem ser extremado – nem com milhares de efeitos diferentes para cada música, nem com negação total de coisas diferentes – ele consegue ser mais diferente e abrangente do que os que se esforçam para ser assim.

Recomendo tanto o CD como o livro, e aguardo ansiosamente os shows aqui no Brasil da turnê deste disco, anunciados ontem (08/09) por ele! =)

Abraços e até a próxima postagem, que espero não demorar tanto quanto esta para sair! 

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Luxúria/Megh Stock

Hoje resolvi resgatar uma banda que fazia algum tempo que eu não escutava, mas que merece muito um comentário aqui no blog.

Vamos voltar um pouco no tempo… Foi em 2007 que eu conheci o Luxúria, como muitos, quando eles abriram o show do Evanescence, aqui em Curitiba… Um pouco antes do show, resolvi baixar conhecer o som da banda, que eu nunca tinha ouvido falar.

Infelizmente.

Já na primeira escuta do CD, fiquei positivamente de cara. Fazia muito tempo que eu não escutava uma banda brasileira, principalmente de rock com vocal feminino, com músicas tão boas e tão bem trabalhadas… Vou primeiro comentar esse CD, para depois seguir em diante:

Luxuria 

O CD de estréia da banda, intitulado Luxúria, foi lançado em 2006. Ao meu ver, este CD se diferencia de muitos por não cair na mesmice que o rock brasileiro vinha sofrendo. As letras falam de amor, falam da sociedade, falam de sentimentos e de uma gama variada de temas. Vou comentar brevemente as faixas, pro post não ficar muito longo

Ódio, é uma das mais conhecidas, principalmente por estar na trilha sonora da eterna novela Malhação. É uma das mais pesadas de todo o CD, com uma baixo forte e agressivo, contrastando com a voz melodiosa da Megh. A bateria tem um groove cadenciado que te leva junto com a música. Muito boa. Imperecível, a segunda música, é uma rock balad com uma pegada levemente pop, muito gostosa de ouvir. Uma letra de amor, de um amor que resiste a tudo. Frankenstein do Subúrbio é mais rock and roll, mas é um excelente exemplo do trabalho sonoro da banda. Os arranjos de metais que acompanham toda a música oferece uma sonoridade muito interessante. O CD segue com a “blueseira” Cinderela Compulsiva, simples e direta ao ponto. E como já falaram por aí, quem é que não tem uma amiga como a da letra? hehe. Pés no Chão é mais uma balada, com um significado especial pra mim (né, Bianca? hehehe). Suja e Só é uma música interessante, com uma boa crítica social, mas confesso que é a que menos me atrai musicalmente no CD. Lama é a mais lenta de todo o CD, e provavelmente a mais conhecida, também participando da trilha sonora de Malhação. É uma música forte, muito bem trabalhada. Uma música para ser ouvida várias vezes, certamente. Dura Feito Aço é impossível não remeter ao melhor do rock and roll, com um riff pesado e firme e vocais marcantes. O refrão é empolgante, daqueles que levantam, pra cantar junto. Continuando com a música mais rock do CD todo, e minha segunda preferida: Contrariada. Essa é a prova de como uma música aparentemente simples fica ótima quando bem trabalhada, além de explorar muito bem o potencial vocal da Megh. Só escutando pra entender. Na sequência, minha música preferia, Fechar os Olhos. É uma das músicas mais fortes e bem trabalhadas, com uma letra muito boa e toda a ambiência musical é ótima. Ah, não tem como falar dela! Escutem! hehe Por último, Artifício Mágico, a música mais diferente do CD todo, praticamente psicodélica. Muito bom encerramento.

Contudo, a melhor surpresa de todo o CD fica por conta do show ao vivo. Essa é uma daquelas bandas que ficam ainda melhores no palco, muito pela própria presença de palco da Megh e dos demais músicos. Foi muito bom ter uma banda nacional desse porte abrindo pro Evanescence. (Diferente do post anterior… Que ainda me dá raiva daquela banda… PQP…)

Depois desse show, tive oportunidade de assistir a mais um deles, dessa vez como atração principal, e dessa vez com uma excelente surpresa:

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Sim, sou eu, com esse cabelo HORRÍVEL (nunca mais me deixem ficar com o cabelo assim, por favor…), mas com a Megh!!! Pois é, nesse show a banda esbaldou simpatia, passeando pelo bar antes do show, quando consegui essa foto. Depois do show, ainda consegui ir ao camarim, comprar o CD com eles mesmos (a melhor maneira de comprar CD`s, eu vos digo) e ainda autógrafos da banda toda. Memorável.

Recentemente, a banda passou por algumas transformações… Devido a mudanças de estilo e novos direcionamentos da banda, ela também mudou de nome, passando a chamar Megh Stock (não, não é um trabalho solo dela! rsrs).

Megh Stock - 2009 Da Minha Vida Cuido Eu_thumb

E assim surgiu o segundo CD, “Da Minha Vida Cuido Eu”, em 2009. Com uma raiz mais jazzística e blueseira, traz realmente muitas inovações ao som da banda, mas sem perder o peso característico. A primeira faixa, homônima ao CD, já dá a cara de todo o álbum, muito bem trabalhada, com o instrumental afiado. Na sequência, Sofá Emprestado, uma balada gostosa, com ares levemente pop e “mpbísticos”. Mãos que consertam remetem mais ao rock do primeiro CD, muito bem trabalhada dinamicamente. Seguimos com “O Filme”, que me remete as novas tendências do rock internacional – principalmente Snow Patrol. Pausa para Inveja. Put* música boa. Eu queria ter composto! hehehe. Uma letra ótima, um ritmo gostoso e um instrumental com arranjos excelentes. Demais! Parem de ler e vão ouvir! Sério! Mas depois voltem… hehe… Agora, outra pausa para Ele Se Sente Só, primeira música de trabalho do álbum. Não tem como ouvir essa música sem ser transportado para um bar exatamente como o mostrado no clipe abaixo. Outra música excelente, muito bem trabalhada em todos os aspectos. Demais [2].

Agora, Lisos abraços… Essa foi uma música que eu demorei pra me acostumar… A primeira vez que ouvi ela foi numa gravação pra lá de caseira, e achei ótima. Quando ouvi a versão do CD, inicialmente me causou estranheza. Mas depois acabei sendo seduzido pelo sax a lá Kenny G… rsrsrsrsrs…. A música é demais, com uma letra muito boa. E é outra que significa muito pra mim. Demais [3].  A Porta foi uma das primeiras músicas que ouvi desse CD, porque ela foi tocada ao vivo aqui, antes mesmo do lançamento do CD. Ela segue a mesma linha de Inveja e Ele Se Sente Só, e não deixa a desejar. Contra o Sol é, digamos, inusitada. É uma música que não se espera de uma banda que antigamente tocava rock. E ainda bem que eles tiveram a coragem de arriscar. É uma música de voz/violão incrivelmente boa. E o background instrumental é ótimo também. Caderno de Risos segue a mesma linha, e é uma música que encaixaria facilmente num álbum de qualquer cantora de MPB. É ótimo ouvir um CD tão variado assim, que viaja por vários estilos, mas sem perder a coesão. Reta final com Personagens, retomando as guitarras distorcidas que poderiam muito bem estar no primeiro CD. Muito boa. Por último, incluída a pedidos, pelo que ouvi, Feita de Papel, outra que eu já conhecia ao vivo e de versões perdidas pela internet. Música muito bem trabalhada, com letra e refrão fortes.

Resumindo, é ótimo acompanhar uma banda tão boa e consistente, mesmo constantemente se recriando e experimentando. Faz a gente ter vontade de esperar pelo que vai vir depois. Agora, estamos ansiosamente esperando o nascimento da Valentina, filhinha da Megh! Boa sorte aí!

Aos daqui, abraços a todo e, pra quem conseguiu chegar ao fim dessa longuíssima postagem (po, fazia tempo que eu não aparecia!), procurem os CD`s. Acho que vocês não vão se arrepender!

Fui!

domingo, 30 de maio de 2010

Aerosmith em Porto Alegre.

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Nem sei como começar! Pô, eu vi Aerosmith, ao vivo, quase de pertinho! hehehe…

Mas vamos lá, do começo… Pra vocês entenderem bem, temos que voltar um pouco no tempo… A música sempre fez parte da minha vida, principalmente a música clássica e o Rock… Mas, como em toda boa história, meu caminho musical teve alguns, digamos, percalços, envolvendo coisas sombrias como querer montar uma boy band e coisas assim… Well, passados negros a parte, vamos ao que interessa. Lá pelos meus 12 anos, me lembro muito bem do dia que o rock voltou a ter uma voz mais ativa na minha vida… Era 1998, eu estava na 6 série, estava começando a aprender a tocar guitarra (CARAIO! Como faz tempo!!!) e Armageddon tinha acabado de ser lançado nos cinemas (um dos meus filmes preferidos até hoje)… E me lembro do dia que fui até um sebo próximo a minha casa e troquei alguns CD’s de qualidade duvidosa que tinha em minha posse por 2 magistrais:

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Poisé… Eu devo ao Aerosmith muito do que sou/toco/gosto hoje… E, nessa quinta, tive a oportunidade de ver os caras ao vivo, coisa que eu sempre sonhei! E, posso dizer com absoluta certeza: não foi nem um pouco decepcionante!

100_1806 (Faltou comentar antes que a viagem toda foi presente de aniversário pra Bárbara, meu amorzinho! hehehe)

 

 

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Infelizmente, tive que ficar um pouco mais afastado do que gostaria do palco… O preço alto do ingresso e, principalmente, o fato de Curitiba ser uma porcaria com relação a shows decentes, o que me gerou gastos com passagens, comida, hotel e tudo o mais que eu não precisaria se o show fosse por aqui, me obrigaram a comprar ingressos mais baratos… Enfim, de qualquer forma, a surpresa boa ficou por conta de que eu não fiquei tão longe quanto achei que ficaria!!

(depois dessa foto, ainda nos enfiamos um pouco mais pra frente… hehehe)

 

Com relação ao show em si… Vamos do começo… Eu não ia falar da banda de abertura, até porque não conheço o som dos caras, e eles já começaram com o pé esquerdo por serem uma banda catarinense abrindo num show gaúcho internacional (pois é, existe até uma lei que teoricamente proibiria esse tipo de coisa, mas…). O pessoal do Santo Grauu entrou no palco debaixo de algumas vaias, que eu achei sacanagem, mas enfim… Só vou comentar porque, sinceramente, foi vergonhoso para a banda, na minha opinião e de muita gente que vi comentando. Pra começar, a “abertura” do show… Acho que a maioria de vocês não conhece o jogo “Brutal Legend”, que o Jack Black criou… Bem, para os que conhecem e os que não conhecem, o início do show foi exatamente igual a sátira que ele faz no prelúdio do jogo:

Pra quem tá com preguiça/não pode ver, ou não entendeu, é basicamente o seguinte: a banda começa, super pesada, até entrar um vocalista, no mínimo pop, com uma música super plastificada… Enfim, não to aqui pra criticar a música deles… Mas sim, o show… Depois de umas músicas próprias, mandaram um cover do Legião (só faltou tocar Raul, fala sério…)… Depois, tentaram puxar saco do público, rasgando seda falando que o Rio Grande do Sul é foda, puxando um “Ah, eu sou gaúcho” e chamando no palco um cara que meu amigo gaúcho Felipe (o Rafinha) definiu como um dinossauro do rock por lá, o Alemão Ronaldo, pra cantar uma música que também é batida por lá, pelo que me disseram… Até aí, passável… Mas daí os caras começam a tocar Killing in the Name Of (Rage Against the Machine)… Ok, nada a ver com o resto do repertório, mas tudo bem… Tocam todo o riff inicial para PARAR E COMEÇAR A TOCAR UMA MÚSICA PRÓPRIA! Pra que??? Mais vaias, merecidas… Ai, como é que os caras encerram o show? Tocando Back in Black! Inteira? Não, só o começo! Me diz, pra que??????? Saíram de lá odiados por TODOS que estavam em volta de mim, no mínimo… Então, fica a dúvida: Por que não foi a Cachorro Grande que abriu, sendo que eles são gaúchos e abriram o show em São Paulo???

Mas ok, ok… Não sei o que diabos os organizadores queriam colocando eles pra abrir pro Aerosmith, mas…

Algum tempo depois, as 22h da noite, desce a bandeira:

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E o show começa, “preludiado” pela música de Dylan que diz que todos deveriam estar drogados… (tá, tá… hehehe)

Quando a bandeira cai, só clássicos… Acompanhe o setlist:

1 - Love in a elevator
2- Mama kin
3 - Falling in love (is hard on the knees)
4 - Pink
5 - Dream on
6 - Living on the edge
7- Jaded
8 - Crazy
9- Crying
10 - Solo de bateria
11- Lord of the thighs
12 - I don´t want to miss a thing
13- Rag doll
14- What it takes
15- Sweet emotion
16- Stop messing around
17- Baby please don´t go
18 - Draw the line
Bis:
19 - Walk this way
20 - The train kept a rolling

 

MUITO, MUITO BOM! Claro que faltaram algumas músicas, mas… se fosse pra ter todas as que eu queria + todas as que os outros queriam, ia ter umas 6 horas de show! hehehe

Mas eu não mexeria nesse set por nada… Na minha opinião, tá melhor que o de São Paulo (onde eles não tocaram I Don’t Wanna Miss a Thing)…

Quanto à banda… Para quem tava criticando falando que eles estão brigados, que é uma turnê caça-niqueis, vão tomar banho (pra não dizer outra coisa! hehe). Os caras tem 40 anos de carreira, são amigos desde lá. Rixas e problemas em todos esse tempo são normais, principalmente entre pessoas que passam mais tempo junto do que com toda a família. E caça-níquel??? Os caras MERECEM ganhar dinheiro, assim como todo mundo que dá duro por aí com a música, principalmente nessa era de crise da indústria fonográfica.

Anyway, eles tem uma presença de palco incrível, e um vigor surpreendente. Eu REALMENTE fiquei de cara com a capacidade vocal do Tyler depois de todos esses anos… MEU! Cantar “Walk This Way” na penúltima música não é nem um pouco fácil pra qualquer um! E o Joe Perry…. CARA! É O JOE PERRY! Precisa falar mais? O cara mandou muito bem, principalmente, em Stop Messing Around, quando assumiu os vocais… O resto da banda também, muito boa… o solo de bateria do Joey Kramer foi muito bom, nada cansativo como muitos solos de bateria que vemos por aí… Ponto alto para quando ele jogou as baquetas pro público e continuou o solo com as mãos (e fingindo que batia com a cabeça, mas batendo no bumbo! hehe)… Demais!

Enfim, o show foi FODA. O melhor show da minha vida, e só três bandas (Van Halen, Bon Jovi e Foo Fighters) tem a capacidade de tirar esse posto.

Ah, nesse post eu ia falar também um pouco de Porto Alegre, mas vou guardar pro próximo que esse já tem bastante coisa! hehehe

E é isso aí, Aerosmith encantando gerações:

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Pra quem não conhece, essa é a Tonks, cachorrinha minha e da Bá! hehehe

É isso!


Fui!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sorteio no Redoma de Cristal

É com grande prazer que venho anunciar a celebração de uma parceria com um blog que eu acompanhei o nascimento e crescimento com muito orgulho, o Redoma de Cristal. Este blog acompanha o sonho de um presente que a vida me deu tardiamente, minha irmã de alma, a Bianca Briones…

Não vou me alongar muito nessa postagem, pois quero que vocês se “direcionem diretamente” pra lá, e leiam tudo, porque eu não vou estragar a “surpresa” por aqui! hehehe

No mais, prometo que logo volto com mais atualizações… A vida anda meio caótica e corrida, mas eu já tenho um bom tema pra próxima postagem: o show do Aerosmith em Porto Alegre, que eu vou na quinta-feira!

Então, abraços! E participem da promoção clicando aqui, ou na imagem abaixo! Fui!

promo

 

Seeya!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Supernatural – O fim de uma era

Pois é, pessoal…

2007 WINTER TCA

A muito tempo eu estava devendo uma postagem decente sobre Supernatural por aqui, mas eu já tinha me decidido que ia esperar acabar esta temporada para fazer isso… Mas vamos por partes…

Pra você, incauto passageiro do blog, que não conhece Supernatural, vamos a uma breve explicação…

Supernatural (ou Sobrenatural, como os sofredores que assistem pelo SBT conhecem…) é uma série americana que conta a história de dois irmãos caçadores de coisas que você não gostaria de encontrar enquanto caminha sozinho pelo parque. A história principal gira, inicialmente, em torno da procura pelo pai dos dois, desaparecido em uma dessas caçadas.

Basicamente é isso, mas a história foi progredindo cada vez mais, a medida que a série se desenrolava. Agora, com o fim da quinta temporada, o ciclo que se iniciou quietinho, lá na primeira temporada, se encerrou.

Mas eu não estou aqui para fazer uma análise temporada por temporada, ou mesmo listar meus episódios preferidos… Quero registrar somente o fim de algo que foi muito significativo para mim.

Supernatural foi a primeira série que acompanhei fielmente, desde os idos de 2006. Já assistia séries a muito tempo (Friends, Scrubs, Charmed e muitas outras…) mas nunca fui de baixar episódios, acompanhar semanalmente os episódios que saiam nos EUA, ou mesmo dar muita atenção à cronologia. Tudo isso mudou com Supernatural.

(Apesar de que eu devo fazer um adendo, de que antes disso eu assistia O.C., tentava acompanhar, mas era pela TV, e nem sempre eu podia assistir, então não era com a mesma fidelidade, digamos assim…)

Eu devo dizer que Supernatural foi a única série que nunca me decepcionou, que pra mim nunca caiu a qualidade. Depois de começar a assistir Supernatural, eu virei o que poderia se chamar de um “série-maníaco”. Passei a baixar e acompanhar zilhões de séries, virei moderador de diversas comunidades do Orkut numa das maiores equipes de moderação… Só não comprava os boxes porque não tinha dinheiro… hehe… Daí eu fiquei um bom tempo sem internet (coisa que só resolvi a pouco tempo atrás…) e não pude continuar baixando todas as séries com a mesma frequência… Mas Supernatural sempre persistiu, sempre eu dava um jeito de baixar semanalmente… As outras ficavam pra depois…

Enfim, ontem foi exibido o último capítulo da quinta temporada de Supernatural, que infelizmente não é a última temporada, pois a sexta já está confirmada. Então porque esse tom de final, em toda a postagem? Bem, é uma história confusa.

Eric Kripke, o careca feio-com-cara-de-Nosferatu ali do lado, gênio criador da  Eric_Kripkesérie, sempre tinha dito que queria fazer 5 temporadas, e tinha toda a história em sua cabeça – pelo menos em linhas gerais, pois a história apresenta uma coesão surpreendente para algo que não tivesse sido assim. Só que, por algum desígnio maluco de alguém por aí, a série foi renovada pra uma inesperada sexta temporada, tendo sido encerrado o arco principal já nessa! Pra quem acompanha a série, foi um baque, afinal o que seria do mundo, o que restaria para caçar depois de tudo que aconteceu? Que história terá graça o suficiente para ser contada? Só o futuro vai nos dizer…

Contudo, esses cinco anos foram excelentes. A história foi tão bem desenvolvida, tão bem amarrada, foi evoluindo de uma maneira realmente magistral. É impossível alguém dizer que já sabia no que ia dar a série quando ela começou. Mas vendo como toda a história foi construída, não dá pra não ficar triste por ela não ter tido o final que sempre foi planejado. Afinal, por ter uma continuação, Kripke provavelmente não pode acabar do jeito que queria. Aliás, ele próprio “pulou do barco”, por assim dizer, logo depois da noticia, saindo da direção geral da série, passando o bastão para Sera Gamble, e ficando somente como “consultor”.

É… Vamos ver no que vai dar essa coisa toda. Será que vai ter um Director’s Cut do episódio final no box, com o episódio como “era pra ter sido”? Eu tenho esperanças na série ainda, mas confesso: como fã, preferia que a série tivesse acabado hoje, em seu ápice, do que se perder como tantas outras por aí. Heroes, por exemplo, série da qual já tive orgulho de defender e moderar a comunidade, foi cancelada oficialmente hoje, pois a situação estava insustentável.

Mas pra quem nunca viu Supernatural, não perca mais tempo. Procure, baixe, assista. Me traga dvd’s virgens que eu copio os boxes pra vocês! hehe

SupernaturalTheImpala

terça-feira, 11 de maio de 2010

Da Arte de Blogar [=P]

 

blogar                                           “Blogar ou não blogar, eis a questão”

Olá, pessoas…

Hoje, um texto um pouco diferente pra vocês…

“Ah, por que, Lex??? A gente gosta taaanto do que você escreve normalmente e comenta taaaaanto!!!”, diriam meus vorazes leitores aficionados. A esses 3, eu peço um pouco de paciência e que persistam na leitura mais um pouco.

Esse ano, completarão 5 anos desde minhas primeiras aventuras nesse mundo de blogueiro, com o por enquanto aposentado Ele Por Lex, que contém algumas pretensões literárias e alguns textos mais diversos. Depois, me aventurei por empreitadas mais obscuras, como uma tentativa de livro que não passou do terceiro capítulo, além do Prólogo. Ano passado, tirei do papel esse projeto que eu já tinha vontade a algum tempo, pra falar de generalidades culturais… Bem, tendo isso tudo em vista, queria fazer aqui algumas considerações sobre o que encontro nessa coisa louca de blogar.

Primeiro: blogueiro, em sua maioria, não lê outros blogs. Falo aqui de uma maioria suprema, envolvendo os milhões de pequenos blogs que existem por aí, com mania de grandeza. É uma coisa impressionante: o cara pode escrever cinquenta mil vezes por dia, e convidar todo mundo que conhece pra ler, mas não lê nada que indicam pra ele, salvo os blogs que já são consagrados e que pega mal não ler. É a síndrome de estrelismo que ataca quem tem oportunidade de publicar seu texto: acha que qualquer coisa que escreve é melhor do que o que os outros. Mas muitas vezes não percebe que tem milhões de outros internautas escrevendo exatamente a mesma coisa. Aliás, basta ver o grande número de comunidades por aí com o intuito de divulgar blogs: esses a que me referi nessa postagem simplesmente entram, divulgam seu blog na maior parte dos tópicos, e parte, sem nem entrar em nenhum outro blog. E, se entra, é só pra deixar um comentário tipo “Oi, legal o que vc escreveu, lê o meu também?”, só por “regra” de algum jogo besta.

O segundo ponto, em grande parte em decorrência do primeiro, é a mania do puxa-saquismo que acomete o mundo virtual. A partir do momento que alguém consegue se sobressair dessa grande massa de blogueiros anônimos, surgem os blogueiros puxa-saco, que correm comentar em tudo que é lugar, esperando que a nova estrela se compadeça dele o linke como favorito, ou o “siga” (coisa nova, que eu não entendi direito pra que que serve, e não existia quando eu comecei a blogar…). Mas continua igual: lê um pouco, pra saber do que se trata e responder “ai, adorei tua postagem, me add aí também!”. Conteúdo que é bom, nada.

Uma evolução desse segundo ponto é a parceria. Nesta, o princípio básico é de blogs que se ajudam, se referenciam, trabalham em conjunto. Contudo, muitas vezes acaba na mesma velha história: a expectativa da auto-promoção. Salvo raras exceções, os parceiros mal lêem o blog de seus amigos, mas ficam na expectativa, acompanhando pelo Analytics quantas visitas vem de seu blog “parceiro”.

De fato, essa blogosfera é deveras cansativa em algumas horas e, por isso tudo, é difícil achar blogs que realmente valham a pena de se acompanhar, escritos por pessoas cujas idéias realmente valham a pena de se conhecer. Com esse blog, nunca tive a pretensão de ser lido e seguido por milhares de pessoas, citado na Folha de São Paulo e blábláblá (tá, talvez um pouquinho… rsrsrs). Sempre quis somente expressar minhas idéias sobre algumas coisas, mais como um exercício de escrita e raciocínio, pra não passar batido por tanta coisa que vejo por aí.

Bem… Essa postagem já estava martelando na minha cabeça a cerca de uma semana, e era pra ser só um desabafo rápido e geral, pra atualizar isso aqui. Contudo, hoje por coincidência me deparei com um movimento co-iniciado e divulgado pela minha amiga e irmã de coração Bianca Briones, do Redoma de Cristal. É um tal de Desafio Nacional que, em poucas palavras, pretende divulgar os escritos e escritores nacionais, de todos os níveis. A explicação melhor você encontra clicando no banner de divulgação, logo abaixo. Esse sim é o tipo de parceria que deveria existir mais no mundo virtual: menos ego e mais vontade de cooperar, para todo mundo crescer junto. Registro aqui todo meu apoio a essa iniciativa. Acompanhem, que tenho a impressão de que vai valer a pena.

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Homem de Ferro 2 [2010]

Olá, pessoas…

Muitas mudanças na minha vida, e agora vou tentar voltar esse blog a ativa… E que melhor maneira de retornar do que com uma resenha de um ótimo filme? rs

 

homem-de-ferro-2-posterDiretor: Jon Favreau

Elenco: Robert Downey Jr., Don Cheadle, Gwyneth Paltrow, Sam Rockwell, Scarlett Johansson, Mickey Rourke, Samuel L. Jackson, Kate Mara.

Produção: Kevin Feige

Roteiro: Justin Theroux

Fotografia: Matthew Libatique

Duração: 124 min.

Ano: 2010

País: EUA

Estúdio: Paramount Pictures / Marvel Enterprises

Vamos lá…

Filme de adaptação de HQ’s são sempre complicados… Normalmente, tratam de personagens com décadas de história, com uma legião incontável de fãs. Dessa forma, é muito difícil colocar tudo isso na tela, atendendo às expectativas de tanta gente. Por isso mesmo, os filmes desse gênero demoraram a engrenar. Antes dos anos 2000, eram pouquíssimos os filmes do estilo que prestavam – os “Batman” de Burton me vem a mente, mas esses são tão amados quanto odiados pelos fãs, tanto do personagem quanto do diretor.

Contudo, recentemente, uma leva de grandes filmes vem sendo lançados, principalmente depois que a própria Marvel assumiu a produção dos filmes de seus heróis… Tivemos filmes ótimos, como X-Men, Homem Aranha e Demolidor, e também alguns tropeços, como Hulk e Justiceiro. Mas o que é realmente impressionante é quando uma sequência é tão boa quanto o primeiro filme. Homem Aranha 2 é um excelente exemplo, considerado por muitos (e por mim) ainda melhor que o primeiro, com uma história mais consistente e atores mais acostumados com os papéis (só não me falem aqui da decepção que foi o terceiro filme…). Do lado da DC, estamos aí com os dois Batman do Nolan, onde TDK superou o já excelente Begins…

Agora, quanto ao Homem de Ferro… O primeiro filme já foi excelente. Uma direção ótima, com efeitos muito bem feitos e definitivamente a armadura do latinha é a que melhor funciona visualmente no “mundo real” (muito melhor que o colã do Homem Aranha e os peitinhos do Batman… hehe). E a continuação já era muito esperada (e temida) desde que colocamos os pés para fora das salas de cinema pela primeira vez – principalmente pra quem viu a cena pós-créditos (o quê??? Não viu??? Clica aqui então!).

E posso dizer o seguinte: o filme não decepcionou nem um pouco. Robert Downey Jr estáhomem_de_ferro2_poster2 cada vez melhor no papel do bon-vivant Tony Stark, sabendo interpretar brilhantemente o conflito existencial do protagonista, ao descobrir que a mesma coisa que o mantém vivo o está matando, e cada vez mais rápido. Lamentei a saída do Terrence Howard, como o Coronel Jim Rhodes, mas Don Cheadle mantém um bom nível para o personagem. Gwyneth Paltrow também parece mais acostumada com Pepper Potts, a assistente/namorada de Tony, e proporciona algumas das melhores cenas do filme. Quanto aos novos personagens, atores muito bem escolhidos: Mickey Rourke quebrando tudo, celebrando cada vez mais seu retorno às telas, Sam Rockwell como um divertidíssimo Justin Hammer, e Scarlett Johansson prometendo muito com a complexa Viúva Negra, que sempre teve partes importantes nas histórias do Cabeça de Lata. A direção do filme também está de parabéns, assim como toda a equipe, que montou um filme que prende a atenção do começo ao fim, sem deixar a energia baixar. As cenas de ação são espetaculares, intermediadas por comédia da melhor qualidade. De fato, um filme excelente, que recomendo para assistirem a qualquer momento!

Um único ponto negativo que preciso ressaltar que está acontecendo com muitos filmes da Marvel é não citar o codinome de alguns dos personagens que aparecem nos filmes. Tá bom que a maior parte do público é de fãs, mas nem todos são! Por exemplo, neste filme em nenhum momento há referência ao nome do vilão Chicote, nem ao Máquina de Combate, nem mesmo à Viúva Negra. Em outro filme, um bom exemplo é o Venom do Homem Aranha 3… Acho que é um pouco de desrespeito ou mesmo desatenção com o público leigo, por assim dizer…

Anyway…

Agora, só nos resta aguardar pelo filme do Capitão América e o do Thor, para finalmente podermos ver o que promete uma grande façanha na história do cinema, o filme dos Vingadores! Pra quem tá meio por fora, a Marvel está apostando no lançamento dos filmes dos fundadores dos Vingadores primeiro, semeando o campo e lançando todo o background, para depois juntar todo mundo num só filme. Se der certo, vai ser definitivamente espetacular. Muito melhor do que jogar todo mundo de uma vez só, e esperar que o filme faça sentido… E claro, em todos os filmes estão tendo referências cruzadas, que eu não vou falar aqui pra não estragar a surpresa! Mas lembrem-se sempre de ficar até o final em todas as sessões! hehehe

E pra quem não ficou até o fim em Homem de Ferro 2, aqui vai a cena, numa gravação péssima, mas que já ajuda:

 

 

Ta aí, pessoal!

Assistam e comentem!

Abração!

domingo, 2 de maio de 2010

Coisa da Daia… hehe

 

Esse negócio aí foi a Daia do Xilicando que me mandou, e falou que eu tinha que responder… Bom, tá aí:

REGRAS:

 

- Colocar uma foto sua que você goste:

eu

Foto de uns dois anos atrás, mas eu gosto dela… Meu cabelo não está nada assim mais, mas eu gostava quando ele ficava desse jeito… O que era raro.. Oo

- Dedicar a 7 amigas(os) para que respondam também:

Eu não tenho tanto amigo blogueiro assim, então dedico só pra Bianca Briones e pro Thomas.


- Fazer um pedido POSSÍVEL para seus anjinhos da guarda para que ele aconteça amanhã!


Vou copiar a Daia e manter o segredo do pedido! hehe 


º Sete filmes que eu veria outra vez:

- Edward Mãos de Tesoura

- Armageddon

- Bastardos Inglórios

- Pulp Fiction

- Alice

- Dr. Fantástico

- Alice (hehehe)

º Sete desejos:

- Ser um rockstar! hahuahuauhahuahua

- Ajeitar minha vida

- Ir pra Londres

- Comprar meu carro logo

- Ter mais tempo pra mim

- Emagrecer (pois é…)

- Decorar meu apartamento

º Sete coisas que faço bem:

- Tocar guitarra (tá, tá… eu me viro, vai!)

- Ler

- huuum… Escrevo razoavelmente bem.

- Não sei mais…

 

º Sete coisas que não sei fazer:

- Tocar Bateria

- Cantar decentemente

- Ler em clave de Dó

- Dirigir

- Lembrar onde deixo minhas palhetas

- Jogar futebol

- Dançar

 

º Sete coisas que me encantam:

- Ler

- Música

- Filmes do Tim Burton

- Filmes do Tarantino

- Trilhas sonoras de filmes do Tim Burton

- Trilhas sonoras de filmes do Tarantino

- Frio

º Sete coisas das quais me arrependo:

- Ter deixado a guitarra de lado durante o curso de História

- Ter parado de escrever

- Ter parado de estudar Música no passado

- Ter investido pouco em Música antes

- Ter me deixado levar por palavras impensadas de outras pessoas

- Ter dito certas coisas que prefiro guardar pra mim

- Não ter comprado uma Gibson no lugar da Epiphone… ^^”

º Sete coisas que eu diria pra alguém:

- Vai dormir.

- Seja homem

- Pega nada não!

- Puta falta de sacanagem, cara!

- Sorry…

- Eu errei

- Toma vergonha na cara!

 

____________________________

Então… Era isso…

Já que tinha isso aí pra fazer, aproveitei pra atualizar!

Abraços!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Finalmente, Alice in Wonderland! [2010]

Ahhhh finalmente, depois de 2 anos de espera, assisti Alice!!!

alice_69 

E a espera valeu a pena…

Sério, vou ser sincero desde o começo… Eu não vou falar muito do filme, até porque não quero ficar babando ovo… hehe. E quero que as pessoas assistam e tirem suas próprias conclusões… Mas vou fazer algumas considerações, tanto positivas quanto negativas…

Antes de mais nada, vamos a uma curta sinopse do filme:

“Alice, agora com 19 anos, retorna ao País das Maravilhas (ou Mundo Subterrâneo, como seus moradores chamam..) depois de fugir de um pedido de casamento arranjado por seus pais. Contudo, ela não se lembra de suas experiências no lugar e, enquanto tenta decidir se está sonhando ou não, é envolvida em confusões muito maiores do que podia esperar”

Agora, vamos começar com as considerações positivas… Tim Burton, Mia Wasikowska

Primeiro, o Tim Burton é foda e consegue fazer o que ele quiser, e Alice é o melhor  exemplo disso – se você não conhece o resto da filmografia. O começo, antes de Alice entrar pelo buraco do coelho, é um filme excelente, mas com fotografia normal, sem as, digamos assim, “viagens burtonianas”. Mas é depois que ela vai para o Mundo Subterrâneo que a mágica realmente acontece… A começar pela cena em que ela cai pelo buraco que, em 3D no IMax ficou linda demais… Muito bom!

Quanto às atuações, não posso falar muito pois assisti dublado, o que tira mais ou menos metade da essência de cada ator… Mas, dito isso, fica um parabéns à equipe de dublagem: foi uma das melhores que eu já vi. Sem vozes ridículas e exageradas (como a de Helena Bonham Carter em Harry Potter) e que combinaram com os personagens.

A história em si tem dois aspectos: o lado burtoniano (respeitando a idéia de Carrol…) e o lado Disney da coisa. E é aqui que começo a fazer a passagem do positivo para o negativo.

Em primeiro lugar, devo dizer que adorei a idéia de Burton continuar a história de Alice – mas fica a ressalva de que talvez eu tivesse gostado mais ainda se ele tivesse “simplesmente” adaptado ambos os livros, um de cada vez. De qualquer forma, o lado Burtoniano da história é muito legal, com o roteiro e cenário trabalhando juntos para realmente te transportar para um mundo diferente, como já é característico do Burton…

redqueenxlargeMaaaaas… O único ponto que realmente não gostei com relação aos personagens foi  Burton ter resolvido unir em uma só tanto a “Dama de Copas” (do primeiro livro) quanto a “Rainha Vermelha” (do segundo). Tudo bem, foi uma adaptação que se mostrou necessária pra história, mas acho que ele podia ter dado um jeito diferente (sei lá, talvez com a Dama de Copas sendo uma “assessora direta” da Rainha Vermelha, ou algo assim…).

Agora, quanto ao lado Disney… Já falei na postagem anterior das limitações que Burton sofreu para adequar o filme a um público mais infantil… E parece que transformar o filme numa espécie de “Nárnia no País das Maravilhas” foi uma delas… Em alguns momentos, o filme parece só mais uma aventurazinha infantil, com profecias/monstros do mal/criança que vem de outro mundo salvar o mundo/arma mágica que mata o monstro mal. Honestamente, eu preferi olhar para o outro lado nessas horas e continuar aproveitando a viagem doida que Burton proporciona.

Só que é óbvio que eu preferia um filme com uma história mais concisa – o que me leva novamente a preferir que Burton tivesse adaptado os dois livros de forma separada e quem sabe depois fazer uma continuação.

Quanto a fotografia do filme, bem… É excelente, com cenários balanceando cores e obscuridade, luz e sombra e tudo mais que já estamos acostumados a ver num filme de Tim Burton… Só que, não se enganem: é um filme em 2D. Claro, é excelente quando visto em 3D mas, ao meu ver, Burton pecou ao não se utilizar mais dos recursos possibilitados por essa tecnologia. Na maioria das vezes, é somente utilizado para dar mais profundidade no cenário, mas são poucas as vezes em que as coisas realmente parecem pular da tela pra te acertar (que é realmente a graça do 3D…).

No mais, uma última reclamação: que palhaçada essa história do nome do Johnny Depp aparecer antes do da Mia Wasikowska nos créditos??? Tá bom que o cara é super super e blábláblá, e que o sobrenome da menina é impronunciável, mas… o filme é ALICE, não Chapeleiro Louco! Essas puxações de saco me deixam de cara…

Enfim, no geral eu gostei MUITO do filme, apesar dos problemas que falei acima. É um filme excelente, e valeu a pena esperar, de verdade. Uma nota? Um honroso 9,0.

Agora só me resta assistir de novo no Imax, legendado agora, e depois em 2D pra comparar, e depois em 3D normal pra ver como fica, e depois comprar o blu-ray em pré-venda e depois……………………………………….

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Postagem Pré-Alice

AHHHH é amanhã!!! (ou hoje, pra maioria dos que vão ver isso…. Ou mesmo ontem… Mas…)

Finalmente, vou assistir Alice. No Imax, em 3D. Pena que dublado… Enfim, infelizmente, nem tudo dá pra ser perfeito… Snif…

ingressos

Mas, antes de tudo, um pedido de desculpas… Esse foi um dos meses mais estranhos da minha vida toda (num bom sentido, pelo menos…) e realmente não tive tempo de postar aqui… Mas pretendo mudar isso, a partir desse final de semana, trazendo mais novidades pra vocês!

Agora, voltando ao assunto… ALICE!!! Gente, vocês sabem o que é ficar 2 anos esperando um filme??? Pois é… Acompanhei a produção, escolha do elenco (tá, é um filme do Tim Burton, vocês me dizem, qual é a grande surpresa do elenco? dãr… rs), tudo… Acho que foi o único filme que realmente fiquei assim…

Enfim… Para o meu próximo post não ficar gigantesco, depois de assistir o filme, resolvi adiantar algumas coisas… Principalmente, a que mais vem me incomodando: eu me recuso, terminantemente a chamar esse filme de Alice no País das Maravilhas… Esse não é o nome do filme, foi só mais uma besteiras brasileiras… O nome original é Alice, não Alice in Wonderland, e há um bom motivo pra isso… Atualização: agora que eu vi que o nome em inglês TAMBÉM foi mudado para Alice in Wonderland, sendo que no script orignal era só Alice. Mais uma das influências da Disney? Enfim, continuo me recusando a chamar de Alice no País das Maravilhas…alice

Muita gente vem me falando que ouviram dizer que o filme é uma grande decepção, que  não tem nada a ver com a história do livro, e blábláblá… Gente, não é pra ter!!! Pra começo de conversa, existem dois livros com a personagem Alice: o clássico “Alice no País das Maravilhas” e sua sequência, “Alice no País do Espelho”, ambos do mesmo autor Lewis Carroll, pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson.

 

O que o Tim Burton fez foi pegar esses dois livros e criar mais uma história, completamente nova, se utilizando dos mesmos personagens!

Resumindo, não é “Alice no País das Maravilhas”… Não era pra ser a mesma história… O Tim Burton não ferrou com a história, simplesmente porque ELE NÃO QUIS FAZER AQUELA HISTÓRIA! Enfim, se o filme ficou bom, se a história é boa, é algo que só vou poder dizer depois de assistir… Mas por isso quis deixar isso bem claro aqui, antes de tudo…

No mais, outra coisa me incomodando… Não é um filme infantil… =/… Eu não sei o que as pessoas esperam do Tim Burton ainda, mas a esse ponto já deveriam estar vacinadas… Ele faz coisas bonitinhas e coloridas, mas não é pra criança!!! Poxa, é a mesma história do DOENTE que classificou Edward Mãos de Tesoura como Comédia! Vai gostar de rir da desgraça dos outros lá na casa do capeta! Enfim, na fila para comprar ingresso, milhares de crianças, váááárias sessões dubladas e pouquíssimas legendadas… Pra quê? Para os pais saírem depois reclamando que o Burton destruiu uma historinha infantil… Sei que é um filme da Disney, e a Disney tesourou muito do que o Burton queria, e deixou tudo mais infantil, mas… Mesmo assim, alguns pais deveriam tomar mais cuidado e prestar mais atenção no que seus filhos vão ver…

Enfim… Como eu disse, faz 2 anos que estou esperando esse filme… Só espero não me decepcionar… Mas, parafraseando alguns amigos falando sobre Tarantino: O Tim Burton sabe o que faz.

Logo que conseguir eu volto aqui pra falar do filme!

Abraços!!!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Supernatural volta hoje!

É pessoal, depois de uma looooonga pausa, precedida de outra looooonga pausa, Supernatural finalmente volta hoje, dia 25/03… E já volta em grande estilo!

(O resto da postagem é Spoiler pra quem não acompanha os episódios pelos EUA, então pelo seu próprio bem, parem de ler e vão direto as comentários dizerem o que acham dessa série! Sério!!!)

A série retorna hoje com o 15º episódio da quinta temporada, “Dead Men Don't Wear Plaid”… Segue a sinopse e a promo oficial:

“Sam (Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles) investigam a cidade de Bobby onde mortos estão se levantando de suas covas, mas ao invés de atacar humanos, eles estão se reunindo felizmente com seus familiares. Os irmãos vão até Bobby, pedindo ajuda, mas ele fala para não se preocuparem com isso e deixarem a cidade. Suspeitando, Dean investiga e se dá cara a cara com a esposa morta de Bobby (atriz convidade Carrie Anne Fleming) que não tem nenhuma memória do que aconteceu a ela. Uma vez que os zumbis começam a se tornar maus, os garotos dizem a Bobby que ele tem que matar sua esposa, mas ele se recusa.”

 

O episódio tem tudo para ser um dos melhores, com todos os elementos que fizeram a série ser o que é hoje: relações pessoais, discussões filosóficas e existenciais, ação, suspense e um pouquinho de terror… rs

Muito ansioso! Pra quem já é fã, sei que não vai perder, e pra quem não assiste, vale a pena correr atrás!!!

Abraços

Fui!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Avatar 2

Estreiando hoje nova fase do blog, na qual postarei – além das costumeiras análises – coisas mais aleatórias, como esse trailer… Infelizmente sem legenda, mas vale a pena ver!

Eu quero ver esse filmeeeeeee!

Abraços!

domingo, 21 de março de 2010

Festival de Curitiba [1]

Apesar de eu não saber se vai ter um [2]… O.o

Bom, primeiro final de semana de Festival acabando, e apesar de eu não ter podido participar de tudo o que queria, já foi bem legal…

Mas, antes, uma breve apresentação do Festival pro pessoal de fora, que não conhece – ou mesmo pra quem é daqui… rs.

O Festival de Curitiba geralmente dura cerca de 2 semanas, e é dividido em várias partes… As duas principais e mais tradicionais são a “Mostra” – que apresenta geralmente grandes produções, muitas vezes com atores globais e blábláblá –  e o “Fringe”… Como a “Mostra” está muito cara e não tinha nada que me interessasse tanto assim esse ano, vou comentar aqui basicamente sobre o Fringe…

O Fringe – do inglês “periferia” – é, como o nome indica, uma atração que acontece “às margens” da Mostra oficial… Sem curadoria, apresenta uma enorme variedade de estilos, qualidade e preços, inclusive com um número grande de peças de rua, gratuitas, como eu comentei na postagem passada.

Bom, ok… Sem mais enrolação, quero falar um pouco das peças que pude assistir até agora!

Vamos lá… Estou colocando junto o lugar e horário que assisti, porque muitas peças variam bastante de uma apresentação para outra…

1) Passo de Doispassodedois (Quinta, 19, 21:00, Mini-Guaíra)

“Autor: Eduardo Pavlovsky Diretor: Marcello Serra Elenco: Mariane Feil, Anderson Barbarotti.”

“A peça trata do poder, da violência e da tortura. Os dois personagens (Ele e Ela), que transitam pelo relacionamento homem/mulher, analista/analisado, torturada/torturador, revivem jogos de intensidades, emoções equivocadas e a terrível realidade da tortura e repressão marcados pelo passado, num cenário de violação dos direitos humanos.”

Bom… Lá estava eu, na quinta-feira a noite, matando tempo até encontrar a Bárbara… Não tinha nenhuma peça de rua pra eu assistir, então resolvi achar uma paga que não fosse tão exorbitante… Numa lista até bem grande, encontrei essa… A sinopse me atraiu – quem acompanha meus textos a mais tempo sabe que sempre brinquei com essa questão dos personagens se chamarem “Ele” e “Ela”. Também, sempre fiquei curioso com o trabalho do Pavlovsky, porque nunca tive chance de ver algo dele encenado (fato rápido: Pavlovsky é um argentino que trabalha com teatro psicodramático, e trata de temas sociais em suas peças, como a ditadura…).

Enfim, a peça no geral foi boa. Não foi surpreendente, e os atores não passam muita emoção, apesar da grande carga emocional da peça, o que é um problema! O texto é realmente bom, mas pesado demais e os atores o despejaram com baldes na cabeça da platéia, sem deixar muito tempo para absorção do que está acontecendo. Se esse era exatamente o objetivo deles, bem, eles conseguiram [parte 1]. Quanto à montagem, essa eu já tive mais problemas… Bom, essa foi a peça que eu comentei na postagem passada, em que tivemos que ficar no palco… Bom… Eu não vi sentido algum em ficar no palco… Pra começar, ninguém dizia se podíamos sentar – porque não tinha nenhum lugar definido – ou se deveríamos ficar de pé… Caramba, eu tinha acabado de ter 6 horas de aula seguidas, eu estava morto! Mas no começo, ficamos de pé, até percebermos que ninguém ia reclamar e todo mundo começar a sentar… Só que, como eu disse, não teve motivo nenhum para estarmos lá, e inclusive os atores ignoravam completamente a presença do público, inclusive em seus movimentos – aliás, muitas horas a platéia tinha que desviar de um dos atores que eram arremessados através do palco. Só serviu para deixar o público bem desconfortável. Se esse era exatamente o objetivo deles, bem, eles conseguiram [parte 2]. No geral, uma nota 7,0, porque o texto ajudou muito.

2) Defeito de Família (Sábado, 20, 11:00, Bebedouro do Largo da Ordem)

Autor: França Junior Diretor Reikrauss Benemond Benemond Elenco: Helora Dana, DSC00845 Guhstavo Henrique, Reikrauss Benemond Benemond, Thiago Kshiner, Cláudio Moura, Rafael Aragão. 

Um curandeiro visita a casa de Matias e maus entendidos levam a crer que ele tem um  caso com Gertudres (esposa) e Josefina (filha), deixando Arthur (noivo de Josefina) completamente louco.

Bom, primeira da sessão de peças de rua, sábado, as 11 da matina… Bom, por algum  acaso, a peça começou um pouco antes, e perdemos o início, então demorou um pouco DSC00846pra gente se achar… De qualquer forma, a peça foi bem legal, mas ficou na média também… Já tive grandes surpresas e grandes decepções em peças de rua, e essa não foi nem uma nem outra… A questão é: comédia é um gênero difícil de ficar bom, sem parecer forçado. É difícil envolver o público, é difícil acertar o ponto das piadas… Nessa peça, teve um pouco de cada… Algumas piadas no início – tirações de sarro com os erros de português de Matias – foram um pouco forçadas e nada naturais. Mas a peça foi boa, manteve a atenção, e saí de lá com um sorriso. O que já vale muito para mim… Então, 7,5 para essa!

3) E Toda Vez Que Ele Passa, Vai Levando Qualquer Coisa Minha (Sábado, 20, 12:00, Ruínas de São Francisco)

Diretor: João Roberto de Souza | Interpretação: Delirivm Teatro de Dança | Elenco: Vandette Tubero Duarte Moreira, Maria Aparecida Alves Pereira, Cátia Buono de Oliveira, CarlosNorberto Rodrigues, Francisco José Duarte Moreira, Aparecida Mercedes Lucarini, Delcina Pereira Bordignon, Manoel Pereira, Maria Stella Pasquinide Souza.DSC00854

O espetáculo conta a história de um grupo de pessoas que está em uma estação a espera  do trem. Cada um traz consigo um pouco de sonhos, desejos e esperanças. O espetáculo não tem texto falado, as ações e cenas uma a uma vão surgindo de coreografias, gestos movimentos.

 

Duas coisas que você precisa saber sobre essa peça: 1) É feita por um grupo de terceira idade. 2) A peça não tem nenhum diálogo.

O primeiro ponto não trás nada de negativo, muito pelo contrário. É deveras divertido ver pessoas de idade interpretando arquétipos caricaturescos de pessoas de idade, no jeito DSC00850 de andar, de se mexer, de agir… Foi bem legal… Já o segundo é uma faca de dois gumes inerente a toda peça de Teatro Físico: é muito difícil fazer o público entender o que está acontecendo, e em algumas horas a peça fica maçante, lenta…

Mas ela é muito boa, e é uma grata surpresa. Ela é tocante, e forte. Bem, eu achei, porque tem uma parte que apela para uma coisa bem pessoal minha… Mas acho que é tocante pra qualquer um que veja…

Ah!!! E uma mulher desaparece no palco! Caramba, vocês conhecem as ruínas?!?! É tudo aberto e o “palco” é de pedra maciça! É um excelente trabalho de montagem! Conversei, inclusive com a senhora que desaparece, depois da peça… Todos os atores da peça são muito simpáticos, mas ela em especial ficou muito feliz por ter dado certo! rsrs Nota 8,5!

Ah! Ponto negativo: o forte sol de meio-dia… =/ Mas, nada que um providencial guarda-chuva não atenue: DSC00847

Pausa para crítica à organização do Festival: Duas peças que queria ver estavam marcadas para as 14:00, mas ambas eram as 15:00… Na verdade, uma delas eu ainda descobri antes que era as 15, então me programei para ver as duas… Chegando na das 14h que avisaram isso… Enfim, fui direto para a das 15h, que infelizmente começou com mais de meia hora de atraso…

3) A Virgindade Contestada (Sábado, 20, 15:00, Praça Osório)

Autor: Luiz Carlos Ribeiro Elenco: Felipe Magalhaes, Styve Pereira, Priscila Cristina, Hemilly Milhorança, Charles Ramos, Janderson Ribeiro, Mary Costa, Josimar Pereira, Alexandre carrara, Helber Siqueira, Polly Santos, Day Silva.DSC00860

A peça fala dos quiproquós gerados a partir de um encontro clandestino entre Pau de  Sebo e Flor de Liz, um casal apaixonado. Este é começo de uma comédia encenada a céu aberto, durante a qual o público é convidado a se divertir e a participar do enredo que traz à tona a cultura popular, com danças regionais e canções compostas pelo próprio Grupo. 

Bom, pra ser sincero, a pior do dia, mas com ressalvas… De início, já começou bastante atrasada… E ficar esperando a peça começar debaixo de bastante sol é um pouco chato… Mas ouvi boatos de que foram problemas com a organização, e que eles tinha acabado de chegar de viagem… De qualquer forma, o grupo não apresentou uma boa interação… As músicas, citadas na sinopse, pareceram mal ensaiadas, os atores não conseguiam nem cantar ao mesmo tempo… =/ … No mais, a história é bacana e prende a atenção… MAS… Na metade da peça o grande inimigo do Festival de Curitiba atacou: a chuva… E a peça foi interrompida, e não deu pra voltar…

Enfim, nota 6,5 pra essa, mas talvez um pouco injusto pela peça não ter acabado…

Bom, depois de muito incômodo por causa da chuva, peças canceladas e movidas de lugar, finalmente consegui assistir, as 21:00, O CU L TO, nas Ruínas… Mas essa, minha gente, merece uma postagem própria… Mas que não vai ser hoje, porque já ficou grande demais essa daqui! Deixo vocês com uma prévia:

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Abraços gerais!

Seeya!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Arte

Olá, pessoas…

Caramba, que correria! Mal dá tempo de sentar em casa, quanto mais para escrever aqui… Enfim, nos próximos dias pretendo escrever um pouco mais aqui. Afinal, começou o Festival de Curitiba (alguém aí sabe porque tiraram o “de Teatro” do nome?") e já a alguns anos eu venho nutrindo o costume de passar dias inteiros “a disposição” do festival, assistindo peças de rua e por ventura uma ou outra paga, conforme for.

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Esse ano isso está um pouco mais difícil, mas vou fazer o possível… Mas, de qualquer forma, é algo que recomendo a todos: tirar um dia (tipo sábado) pra caminhar pela cidade assistindo quantas peças puder. Variedade é o que não falta… Enfim, o festival em si vai ficar pras próximas postagens…

Hoje, queria falar sobre o que me motiva a escrever aqui e especificamente, sobre Arte. Não pretendo escrever um looongo artigo sobre o assunto… São meramente idéias jogadas quase ao acaso.

Primeiro: porque diabos eu escrevo aqui e o que me dá, digamos, a “moral” de falar disso. Eu não sou “crítico de arte”. Longe de mim. Como sempre foi a proposta desse blog, eu gosto de ver coisas e pensar sobre elas, principalmente no que se refere às artes, notadamente a Música, o Cinema, a Literatura e, em grau menor, o Teatro.

Enfim… Eu me considero um artista. Hoje em dia, até pode parecer petulância ou arrogância se definir assim, mas o que eu posso fazer? Eu procuro me envolver com mais coisas além do “pequeno mundo” da Música, e já faço isso a mais anos do que eu gosto de me lembrar – com exceção de 3 anos da minha vida nos quais eu estava meio perdido no que se refere a minha identidade, onde ocorreram muitas idas e vindas do meio artístico, o que me arrependo amargamente, pelo menos no que se refere a isso. Enfim, divagações a parte, como eu vinha falando, já mexo com isso a uns bons anos, amadoristicamente e venho tentando agir “profissionalmente” (na medida do possível) a quase 3. Já me meti com sonorização de peças de teatro, estou me metendo em sonorização de vídeos, já quis fazer uma “pantomima musical”… Enfim, eu gosto de estar aberto a coisas diferentes (UI) e acho que mais pessoas envolvidas no meio artístico deveriam agir assim, ao invés de se fechar no seu pequeno mundo de maravilhas (exceto você que quer ser concertista. Alias, o que vc está fazendo lendo isso? Vai pro teu quarto estudar! #piadasinternasfeelings).

Então, é por isso que gosto também de me meter em escrever sobre isso: pensar sobre o que vejo, ouço e leio e escrever sobre isso me dá a oportunidade de organizar melhor meus pensamentos e aprender mais com tudo isso.

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Enfim… Mudando levemente de assunto, uma das perguntas que sempre me fiz (além da básica “O que é Arte”) é se “Arte é pra se fazer entender ou pra ser entendida”. Já conversei com bastante gente sobre isso, gente que entende muito mais sobre isso do que eu, e não há uma resposta conclusiva. Afinal, arte é para o artista ou é para o público?

Minha opinião: se é para o artista, fique em casa, no seu quarto, fazendo o seu barulho estranho, dando seus gritos e fazendo suas caretas de seu personagem que encarna todas as 417 facetas de um maníaco-depressivo-tripolar mas que você não quer que seja entendido afinal a idéia é sua e ninguém pode entender mesmo (ufa), seu livro que você não consegue encadear duas frases mas “e daí?” é  seu estilo mesmo…

Estou sendo radical? Sim… Mas é só porque cansei de ver gente cagando por aí (literalmente, infelizmente) dizendo que isso é arte, só por achar que arte é pra revolucionar as coisas… Poxa, revolucionar por revolucionar é vazio! E isso sempre me lembra o que uma amiga me dizia, sobre sempre ter alguém dizendo que o teatro está morto ou que vai morrer em breve – e que na verdade o teatro continua aí, firme e forte como sempre… O impressionante é o tanto de ator que realmente acredita na tal morte e acha que com suas peças vão ressuscitar o teatro, por apresentar uma estética totalmente nova e inebriante e blábláblá… Isso cansa, de verdade…

Essa semana mesmo assisti uma peça (que vou falar na próxima postagem) na qual, logo antes de entrar, um membro da organização avisava que não ia ter interação com o público (ao que se seguiu um “ufa…” mental da minha parte… odeio interação, pelo menos minha! rs), mas que o público ia ficar no palco, junto com os atores… Enfim, vou falar mais sobre isso outra hora, mas… Não tinha porque estar no palco! Era uma questão de ser diferente só por ser diferente (entre outros problemas…). E isso é o que chateia nessas pretensas revoluções… O vazio de idéias realmente interessantes…

Enfim, como falei lá no começo, esse post é uma divagação preparatória para o Festival de Curitiba, esclarecendo porque eu gosto e quero falar disso tudo… Acabou virando uma viagem conceitual, mas… sei lá, gosto de escrever sobre isso! hehehe

Enfim, aproveitem o Festival. É uma ótima oportunidade cultural na nossa “cidadezinha provinciana”, como dizem por aí… rs

terça-feira, 16 de março de 2010

O Homem Que Perdia Palavras

Bom… Um post ligeiramente diferente hoje…

Já faz um tempo, eu tinha um blog no qual eu postava minha viagens literárias… Mas já faz um tempo que eu aposentei ele… Esse aqui não era bem pra isso, mas… Hoje fiquei com vontade de escrever, e na verdade fazia um bom tempo que eu não escrevia… Pra ser sincero, o “gatilho” foi uma frase na sinopse da peça “Escuro”, que vai estar em cartaz no Festival de Curitiba… Eu não sei se meu texto tem alguma relação direta com a tal peça, porque não assisti – e nem sei se vou poder (R$22,50 pra assistir uma peça é uma facada na orelha!!!). Mas enfim, como aquele lá está aposentado e este aqui vem tendo um movimento legal, resolvi postar aqui mesmo! Espero que gostem:

 

O Homem que Perdia Palavras

Palavra

Ele tinha uma doença estranha. Na verdade, ninguém sabia bem se era realmente uma doença, pois não havia precedente nenhum na história. Aliás, mesmo que alguém soubesse a explicação, ele não conseguia contar sua história para ninguém pela segunda vez. Nem por escrito. Por quê? Bom, melhor eu explicar melhor essa história.

Essa tal “desabilidade” (pra não chamar de doença) não tem um nome específico. Ele (que já não tinha mais um nome) simplesmente acordou um dia e começou a perder palavras. “Como assim?” você me diz, com essa cara de espanto no rosto. Bem, simplesmente ele acordou, e cada palavra que dizia ele perdia pra sempre, nunca mais conseguia repetir! E lá se foi o “bom dia”, lá se foi o “oi” e numa tacada só se foi o “putaqueopariu o que diabos ta acontecendo comigo???”. Pois é. Não é fácil de explicar, muito menos de entender. Imagina então pra ele??? Não adiantava nem tentar escrever, nem ler de novo. As palavras simplesmente desapareciam.

Ele achava (quem sabe com razão) que estava ficando louco. Pegou suas coisas e foi ao médico (e foi na hora de marcar a consulta que se foi embora seu nome...). Chegando em frente ao doutor, contou tudo que lhe acontecia, despejando as palavras com medo de que lhe faltasse alguma. O médico, a princípio distraído e por fim confuso, ficou com cara de “hã?” e pediu para ele repetir a história com mais calma. Sem ter muito que fazer, levantou-se calmamente, pegou seu casaco, gastou seu último “Boa Tarde” e foi-se embora.

Não vou mentir pra vocês: não foi fácil a princípio e não temos porque nos estender aqui sobre todas as dificuldades que ele passou até se adaptar. Por fim, resignou-se a se passar por mudo – apesar da linguagem de sinais ser algo que ele nunca conseguiu dominar. Culpa de sua “desabilidade”? Vai saber... Enfim, ia vivendo sua vida, do jeito que podia, enquanto conseguia, guardando suas últimas palavras como seu tesouro mais precioso, dentro de um cofre interno...

Mas a solidão crescia cada vez mais, sem poder entender o que tinha, nem compartilhar isso com ninguém...

Até que ele a conheceu. Ela também era muda. Melhor dizendo, ela era muda, ao passo que ele nem ao menos sabia o que era... Enfim, divagações à parte, os dois se conheceram, da mesma forma que tanta gente se encontra e se entende por aí. Sabe aquela história de fazer “click”? É bem por aí. Eles “clicaram”. E, de alguma forma, daquela forma maluca que só quem ama sabe entender, eles fizeram aquilo funcionar. E aí ele não estava mais sozinho... Ele ainda não se entendia e, infelizmente, não podia contar pra ela sua verdadeira história. Mas o mais importante é que não estava mais sozinho.

E foi assim, daquele jeito que as coisas acontecem que ninguém sabe explicar, que os dois se conheceram.

E ele, finalmente, pode olhar nos olhos de alguém, não qualquer alguém, mas alguém realmente importante, e dizer aquelas palavras que vinha guardando como um tesouro. Olhou pra ela, bem fundo nos olhos dela, daquele jeito que só quem ama sabe olhar, e disse, pela primeira e – infelizmente – última vez na sua vida:

“Eu te amo”.

Os olhos dela brilharam, se encheram de lágrimas e ela sorriu. E, ao sorrir, ela olhou também bem fundo nos olhos dele e repetiu:

“Eu te amo”.

E foi assim, daquele jeito que as coisas acontecem que ninguém sabe explicar, que ele conheceu a única pessoa no mundo inteiro que sabia o que ele estava sentindo, porque era a única pessoa no mundo inteiro que compartilhava de sua “desabilidade”. E então, daquele jeito que nem quem ama entende direito como acontece, que eles foram felizes juntos, na eterna lembrança daquela simples frase que nenhum dos dois nunca mais poderia repetir, mas que nenhum dos dois jamais ia esquecer...